Ambiente sem cães reduz estresse dos gatos: o que estudo "cat friendly" ensina a quem cuida de felinos
Pesquisa mostra que separar espécies no atendimento reduz sedação e contenção em gatos; veja como aplicar a lógica em creches e hotéis pet.

Atender gatos exige atenção às particularidades comportamentais da espécie. Uma pesquisa recente realizada na área metropolitana de Lisboa, em Portugal, mostrou de forma quantitativa que ambientes que separam felinos de cães — por horários diferenciados ou áreas exclusivas — melhoram o bem-estar dos animais e a relação com os tutores.
O estudo avaliou a experiência de 204 tutores de gatos em oito unidades de atendimento veterinário, comparando locais com espaço dedicado a felinos e estabelecimentos sem essa separação. A conclusão: a ausência de cães e de outros estímulos estressores muda diretamente a experiência do animal e a eficiência do manejo.
Menos contenção e menos sedação
Nas clínicas sem separação por espécie, os tutores relataram mais dificuldade para retirar os gatos das caixas de transporte e para dar medicamentos em casa. A contenção pelo pescoço foi mais frequente nesses locais (18,4% dos casos, contra 7,4% nas unidades com espaços ou horários dedicados aos felinos). O uso de sedação também caiu: 10,3% nas clínicas sem separação, ante 2,5% nas que aplicavam princípios de atendimento "cat friendly".
Tutores atendidos em ambientes exclusivos para gatos também disseram receber mais orientações preventivas — sobre doenças virais, controle de pulgas e desparasitação — e relataram maior satisfação com a equipe.
O que é atendimento "cat friendly"
É um conjunto de adaptações físicas e de manejo voltadas ao bem-estar do gato: uso de feromônios sintéticos, toalhas no manuseio, redução de ruídos e cheiros, e espaços de espera e atendimento sem a presença de cães. Gatos são territoriais e se sentem facilmente ameaçados por odores, sons e pela presença visual de cães, o que dispara respostas intensas de medo em ambientes desconhecidos.
O que isso significa na prática
Para tutores, vale valorizar locais que ofereçam manejo tranquilo para felinos e preparar o gato para o transporte com antecedência. Para petsitters, creches e hotéis, a lição é aproveitável mesmo fora do consultório: sempre que possível, separar cães e gatos em áreas ou horários distintos, reduzir barulho e cheiros fortes, manter esconderijos e pontos altos e manusear os felinos com calma tende a diminuir o estresse, facilitar o cuidado e melhorar a segurança de todos.
Fonte: Portal Cães & Gatos

Escrito por
Patrick SPetsitter · P&J Pet House, Rio de Janeiro
Petsitter no Rio de Janeiro desde 2024, à frente do P&J Pet House, onde hospeda cães. Criou a AuGendaFolio a partir da própria rotina de cuidar de animais e escreve aqui sobre o dia a dia da profissão — da operação da hospedagem à gestão do negócio.
Leia também

Imposto da ração pode cair 60%: o que o PLP 252/2026 muda (e o que não muda) para tutores e petsitters
Imposto da ração pode cair 60%: o que o PLP 252/2026 muda (e o que não muda) para tutores e petsitters
Ler
Fiscalização do CRMV muda em 30 de setembro: o que creches, hotéis e petsitters precisam revisar agora
Fiscalização do CRMV muda em 30 de setembro: o que creches, hotéis e petsitters precisam revisar agora
Ler
Penas maiores e cadastro nacional por CPF: o que o PL 4.262/2025 muda para tutores e petsitters
Penas maiores e cadastro nacional por CPF: o que o PL 4.262/2025 muda para tutores e petsitters
LerComentários
Seja o primeiro a comentar 🐾
Profissionalize seu petsitter com o AuGendaFolio
Página de reservas própria, check-in com fotos, pagamentos e financeiro num só lugar.
Começar grátis