Farmácias começam a vender remédios para cães e gatos: o que muda para tutores e petsitters
Grandes redes de farmácias avançam sobre o segmento pet no Brasil; entenda o que já é permitido vender e o que exige licença específica.

Grandes redes de farmácias brasileiras estão ampliando sua atuação no segmento pet, transformando drogarias em pontos de conveniência também para a saúde animal. O movimento ganhou força depois que a CVS Health, maior rede de drogarias dos Estados Unidos, passou a disponibilizar medicamentos veterinários prescritos em cerca de 9 mil lojas, incluindo insulinas, antibióticos, analgésicos e tratamentos para alergias, com retirada da receita em papel ou transferência direta pelo médico-veterinário.
No Brasil, a tendência já aparece no comportamento das grandes redes há pelo menos dois anos, impulsionada pelo aumento das famílias com cães e gatos e pela busca por conveniência. Este texto tem caráter informativo e não substitui orientação veterinária ou jurídica.
O que as redes brasileiras já oferecem
A mineira Drogaria Araujo montou em Belo Horizonte um laboratório próprio dedicado à manipulação veterinária, produzindo cerca de 1,2 mil doses por dia em formatos que facilitam a adesão ao tratamento, como biscoitos e pastas com sabor de carne ou peixe. No Sul, as Farmácias São João lançaram a linha própria São João Pet em mais de 1,2 mil filiais, com itens que vão de higiene a alimentos. Grupos como RD Saúde, Pague Menos, Drogaria São Paulo, Panvel, Nissei e Venancio também firmaram seções fixas dedicadas aos animais em seus marketplaces.
O que a lei permite (e o que exige licença)
Nem tudo pode ser vendido livremente. A comercialização de itens correlatos — como tapetes higiênicos, coleiras, shampoos, cosméticos, escovas e acessórios — é respaldada pela Lei nº 5.991/1973, desde que esses produtos estejam previstos na licença sanitária do estabelecimento.
Já os medicamentos de uso veterinário exclusivo seguem regras diferentes dos remédios humanos: são regulados principalmente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e não pela Anvisa. Por isso, não existe autorização automática para qualquer farmácia atuar nessa área; as redes precisam obter licenças específicas junto aos órgãos locais e estaduais de vigilância sanitária. Quando o veterinário receita um medicamento de linha humana, porém, a compra pode ser feita normalmente na drogaria mediante apresentação da receita.
O que isso significa na prática
Para os tutores, cresce a comodidade de encontrar produtos e alguns medicamentos do pet mais perto de casa, com horários estendidos — sem dispensar a receita e o acompanhamento do médico-veterinário. Para petsitters, creches e hotéis, vale conhecer essas opções de compra e reposição de itens de higiene e cuidado, atentando sempre para a origem e a regularidade dos produtos e para o fato de que remédios de uso exclusivo animal têm regras próprias de venda.
Fonte: Portal Cães & Gatos

Escrito por
Patrick SPetsitter · P&J Pet House, Rio de Janeiro
Petsitter no Rio de Janeiro desde 2024, à frente do P&J Pet House, onde hospeda cães. Criou a AuGendaFolio a partir da própria rotina de cuidar de animais e escreve aqui sobre o dia a dia da profissão — da operação da hospedagem à gestão do negócio.
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