Vacinação antirrábica de cães e gatos avança pelo Brasil em agosto
Municípios brasileiros intensificam a vacinação antirrábica de cães e gatos em agosto de 2026. Veja por que a dose anual protege pets e pessoas.

Vários municípios brasileiros iniciaram ou intensificaram, em agosto de 2026, suas campanhas de vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos. Em Salvador (BA), a mobilização segue até 31 de agosto; em cidades como Patos de Minas (MG) e Jateí (MS), as ações começaram no início do mês. A vacina é destinada a cães e gatos a partir de três meses de idade.
O reforço acontece em um momento de atenção: no fim de julho, Campinas (SP) confirmou o primeiro caso de raiva em um gato doméstico desde 2016, lembrando que o vírus continua circulando na natureza.
Um problema sob controle, mas não eliminado
De acordo com o Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva, criado em 1973, foi decisivo para reduzir os casos de raiva canina de 635, em 2002, para 13, em 2025. Na série histórica de 1999 a 2024, o país saiu de cerca de 1.200 para 13 casos por ano. Até junho de 2026, foram registrados seis casos, todos relacionados a variantes de animais silvestres.
Apesar do avanço, o ministério alerta que cães e gatos seguem suscetíveis às variantes silvestres do vírus, transmitidas principalmente por morcegos. Os gatos preocupam de forma especial: têm coberturas de vacinação menores do que as dos cães e, pelo comportamento predatório, funcionam como elo entre os ciclos silvestre e urbano da raiva.
O que muda para tutores
Manter a vacinação antirrábica anual em dia é a principal forma de proteger o animal e a família. As campanhas municipais oferecem a dose gratuitamente, mas é importante confirmar datas e locais junto à prefeitura ou à unidade de saúde da sua cidade, já que o calendário varia de município para município.
O que muda para petsitters, creches e hotéis
Para quem recebe animais de diferentes tutores, exigir a carteira de vacinação atualizada — com a antirrábica em dia — é uma medida básica de biossegurança que protege todos os hóspedes. Vale ainda orientar os clientes sobre as campanhas em andamento e registrar o status vacinal de cada pet no cadastro do seu negócio. Diante de qualquer animal com sinais neurológicos, o procedimento é isolar e acionar um veterinário imediatamente.
Fonte: Ministério da Saúde

Escrito por
Patrick SPetsitter · P&J Pet House, Rio de Janeiro
Petsitter no Rio de Janeiro desde 2024, à frente do P&J Pet House, onde hospeda cães. Criou a AuGendaFolio a partir da própria rotina de cuidar de animais e escreve aqui sobre o dia a dia da profissão — da operação da hospedagem à gestão do negócio.
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